O que se espera da paternidade em um casamento
Trabalho em equipe
Durante
a vida da maioria dos casais surge o sentimento e o desejo da maternidade e da
paternidade. Este momento é planejado e aguardado com todo amor, carinho e cuidado.
Quando
a mulher decide ser mãe e essa decisão é planejada, normalmente é porque a mulher
se sente oficialmente preparada para este momento. Se sente preparada para amar
acima de tudo o seu filho. Muitas abdicam de suas carreiras e de seus sonhos profissionais
para poder se entregar 100% para a maternidade. Muitas entendem quais mudanças
hormonais e corporais irão sofrer.
Conheço
muitas mulheres que escolheram desistir momentaneamente dos seus sonhos
profissionais para poder amamentar o seu filho o máximo possível e dar todo o
amor e carinho que os primeiros anos exigem, afinal, os primeiros anos de uma
criança são extremamente importantes e definitivos para o resto de sua vida.
Porém
o que é estar preparado para a paternidade? Em que momento o homem se sente
pronto para assumir o seu papel? Tenho tido a impressão que para a mulher há
grandes mudanças (profissional, corporal, hormonal). Mas e para os homens?
Quais abdicações teriam? Quais mudanças significativas virão?
O
que vejo muitas vezes são homens que dizem estar preparados para a paternidade
quando estão estáveis financeiramente e se sentem mais maduros. Mas a paternidade
vai muito além disso. O sonho da paternidade deve andar no mesmo compasso que o
sonho da maternidade. O homem deve entender que no momento em que deseja um
filho, está no momento, também, de entender sua mulher como futura mãe, de se
entender como marido e futuro pai e de entender como será a sua dedicação para
este papel além da estabilidade material. É preciso entender que um filho
exigirá tempo, paciência e doação.
Tanto
a mãe, quanto o pai, tem a mesma importância para a criança, ou ao menos
deveriam ter.
O
homem e a mulher devem trabalhar em equipe, entendendo os sacrifícios, os
desafios, as vitórias e os momentos de cada um, aprendendo a respeitar cada
situação. Deve haver o reconhecimento de ambas as partes sobre a importância da
presença de ambos na criação do pequeno.
Toda
a preparação, toda a busca por informação, todo o interesse deve ser
compartilhado por ambos. É necessário que seja sempre lembrado que passar por
esta etapa não deve ser feito de forma individual, que as preocupações não são
individuais porque o interesse não é individual. Afinal, quando os dois decidem
serem pais, os dois devem estar juntos no mesmo sentimento, no mesmo
raciocínio, para que nenhum carregue este momento sozinho.
A
mãe vai sempre precisar de apoio, de amor e de atenção, assim como o pai também
irá precisar. Ter um filho é um momento em que se conhece uma nova fase, com
novos desafios e novos conhecimentos. Tanto para o bebê, quanto para os pais,
será um momento de aprendizado e paciência.
É
importante pai e mãe conhecerem sobre prováveis desafios, sobre possíveis medos
e inseguranças que podem surgir, durante o caminho, desde a gestação até
durante o desenvolvimento do pequeno. É importante o homem entender que a
mulher gera o filho em seu ventre, mas que, no momento em há um ser humano ali,
a mãe torna-se uma extensão do corpo e da alma do pai. Cuidados e atenção serão
sempre necessários tanto para com a mãe, tanto para com o filho.
Cada
um tem o seu tempo de adaptação e de aceitação do novo caminho que está sendo
trilhado. O importante é caminhar juntos, com amor, companheirismo e entrega
total.

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